Se toca, mulher!

A estimativa para 2018 é de mais de 68 mil novos casos diagnosticados do câncer de mama

Sem dúvida, o Outubro Rosa é uma das campanhas de prevenção de maior apelo e conhecimento da população mundial realizada anualmente para chamar a atenção e conscientizar as mulheres quando o assunto é a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama.

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o câncer de mama ocupa o segundo lugar no ranking dos tipos de câncer mais incidentes na população em todo mundo, ficando atrás apenas do câncer de pulmão, em primeiro lugar. Aqui no Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), a estimativa para 2018 é de mais de 68 mil novos casos diagnosticados da doença em mulheres e homens.

Esse é o câncer que mais mata mulheres no Brasil com mais de 35 anos, especialmente após os 50. A incidência aumentou nas décadas de 1960 e 1970, mas graças ao esforços das campanhas de prevenção acontecendo desde os anos 90, houve uma redução nas taxas de letalidade. No entanto, os números ainda assim são preocupantes.

A doença pode ser detectada em fases iniciais, aumentando assim as chances de tratamento e cura. "Os exames direcionados para o câncer de mama devem ser iniciados a partir dos 40 anos por meio da mamografia e ultrassonografia. As mulheres que não fazem a mamografia de rotina por medo, receio ou falta de informação, têm grande chance de perceber a presença do tumor apenas quando ele atingir cerca de dois a três centímetros pelo autoexame das mamas. A mamografia pode adiantar isso", esclarece o médico oncologista Marcelo Uchoa, da Aliança Instituto de Oncologia.

A evolução do câncer de mama é silenciosa, pois a principal manifestação da doença, presente em cerca de 90% dos casos, é a presença de nódulo (caroço) na mama, que por geralmente ser indolor, retarda a percepção da mulher em notar sua existência. Dentre outros sintomas iniciais do câncer, está a pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja, alterações no bico do peito (mamilo), pequenos nódulos nas axilas ou no pescoço, além da saída de líquido anormal das mamas.

Pesquisa realizada pelo INCA revela que em 66,2% dos casos de câncer de mama, a própria mulher detecta os primeiros sinais da doença. "É importante que as mulheres fiquem atentas a qualquer alteração suspeita na mama. Realizar o autoexame apalpando a região é fundamental", enfatiza o médico oncologista Marcio Almeida, da Aliança Instituto de Oncologia. O profissional ainda ressalta que a maioria dos cânceres tem grande chance de cura quando diagnosticados precocemente.

São vários os fatores causadores do câncer de mama e um dos mais importantes é a questão hereditária. O oncologista do Instituto de Hematologia e Oncologia de Curitiba (IHOC), Elge Werneck Junior, explica que o câncer de mama é caracterizado pelo crescimento de células anormais no tecido mamário, sendo que a maior parte desses tumores têm origem nos ductos das mamas. “Os nódulos surgem no tecido mamário a partir de uma mutação presente nas células da mama. Essas mutações podem ser trazidas da mãe como podem ser adquiridas durante a vida, precipitadas pelos hábitos do dia a dia”, explica.

O especialista ainda afirma que o termo “câncer” é sempre usado para denominar doença maligna. “Tumores benignos são frequentes nas mamas, normalmente chamados de fibroadenomas, e têm características e tratamento completamente distintos em relação ao câncer”, diferencia.

Ainda não existem formas totalmente efetivas de prevenção do câncer de mama, mas ter hábitos saudáveis sempre colaboram para a manutenção da saúde. “A melhor forma de prevenção da doença é ter uma alimentação saudável rica em frutas, verduras e legumes e pobre em gordura animal; praticar exercício físico regularmente, evitar a obesidade, o tabagismo e o álcool. Pacientes que têm histórico familiar em primeiro grau com câncer de mama devem dar ainda mais atenção a esses cuidados”, orienta Werneck Junior que completa: “Previna-se e faça exames mediante orientação do seu médico. Essa é a melhor forma de viver mais.”

Então fica aquele mesmo recado de sempre: se toca, mulher! São poucos segundos que podem salvar a sua vida.

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