Azul que alerta!

Campanha atenta para os riscos do câncer de próstata

Estimam-se mais de 61 mil novos casos de câncer de próstata no Brasil em 2016, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca). Valores que correspondem a um risco estimado de 61,82 novas ocorrências a cada 100 mil homens. Sendo o tipo de câncer com maior incidência entre o gênero masculino.

Apesar do número alarmante, porém, o assunto ainda é delicado, sobretudo por envolver questões como a sexualidade. Buscando meios de chamar a atenção especialmente da comunidade masculina, bem como levar mais informação à sociedade em geral, o Instituto Lado a Lado Pela Vida promove o Novembro Azul – campanha de conscientização sobre o câncer de próstata.

 

O que é a próstata?
Trata-se de uma glândula que só os homens têm. Está localizada logo abaixo da bexiga e na frente do reto e da uretra – o canal que transporta urina passa através dela. A próstata, ainda, contém minúsculas outras glândulas que produzem parte do líquido seminal, que protege e nutre os espermatozoides, compondo o sêmen.


O câncer

Por muitos homens não apresentarem sintomas iniciais, a consulta ao médico especialista se torna ainda mais importante. De acordo com Celso Heitor de Freitas Jr., urologista e membro do comitê científico do Instituto Lado a Lado, todo homem deve realizar consulta de prevenção a partir dos 50 anos. A idade cai para 40 quando há histórico familiar da doença, um dos fatores de risco – obesidade e consumo excessivo de carne vermelha também são agravantes.

Como apresenta fase inicial silenciosa é muito comum que os pacientes só procurem um especialista quando já estão em estágios avançados, em que começam a apresentar dificuldade, dor ou ardor para urinar, gotejamento final prolongado, maior frequência urinária, entre outros. Em fases ainda mais extremas é possível observar sangramento na urina ou no esperma, dor óssea, retenção urinária e até insuficiência renal.

Vale ressaltar que o câncer de próstata tem cura! E o fator fundamental para isso é justamente o diagnóstico precoce, que tem início na consulta preventiva em que será realizado um exame clínico de toque retal, além da coleta de sangue para a dosagem de uma enzima produzida pela próstata, o antígeno prostático específico (conhecido como PSA), conforme explica Freitas Jr. Observada qualquer alteração, como presença de nódulos, áreas endurecidas ou mesmo elevação do PSA, será indicado a realização de biópsia, por meio de ultrassonografia transretal para a confirmação do diagnóstico.

O urologista Freitas Jr. estima, no entanto, que a maior parte dos pacientes expostos à biópsia não possuem câncer de próstata, uma vez que com o envelhecimento há um aumento considerado benigno do tamanho dela, o que justifica determinadas alterações.

Entre os tratamentos destacam-se a radioterapia e a cirurgia, que dependerão, sobretudo, do grau de agressividade do tumor e de como é a saúde do paciente. Há ainda o tratamento de vigilância, evitando expor o paciente a tratamentos agressivos logo nos primeiros estágios da doença. O urologista ainda ressalta a função importante da fisioterapia.

Nos estágios mais graves da metástase, porém, em que não é mais possível se propor tratamentos curativos, a quimioterapia é a mais indicada para o prolongamento da sobrevida do diagnosticado, que deve variar entre dois e cinco anos, podendo chegar a dez ou mais.

Quebrando o tabu!
Além dos problemas do trato urinário, outro possível efeito colateral do tratamento contra o câncer de próstata é a disfunção erétil (impotência sexual) em menor ou maior grau. O que gera receio na adesão ao tratamento. No entanto, mais uma vez, quanto antes a doença for diagnosticada, menor serão os malefícios.
Além disso, o próprio exame preventivo – “de toque” – ainda é tabu para muitos, demonstrando a fragilidade da sexualidade como fator cultural negativo indo de encontro à manutenção da própria vida. “Este estigma ainda é um dos principais obstáculos ao diagnóstico precoce da doença e por isso diluí-lo é um dos principais objetivos da campanha Novembro Azul”, é enfática a presidente do Instituto Lado a Lado Pela Vida, Marlene Oliveira. “Vencer o medo, a vergonha e a falta de tempo para cuidar da saúde ajuda a prevenir não só o câncer de próstata, como muitas outras doenças.”
 

A campanha

Consolidada como a maior campanha contra o câncer de próstata no Brasil, a iniciativa é inspirada no Movember – movimento internacional de conscientização e arrecadação de fundos na luta contra a doença. Com uma roupagem um pouco diferente por aqui, são promovidas tanto intervenções urbanas como em ambientes típicos do universo masculino (como nos esportes, construção civil, negócios etc). Também são realizadas palestras, rodas de conversa e demais ações de educação preventiva.

 

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