Chega de boatos

Saiba o que é verdade e o que não é sobre a vacina da febre amarela

Desde o início do surto de casos de febre amarela no País, muitas informações desencontradas foram passadas sobre a doença, levantando diversos questionamentos. Além da questão dos dados e sintomas, outras dúvidas importantes se dão quanto à vacinação – parte importantíssima da fase de prevenção, sobretudo em um período de risco.

Para esclarecer esses pontos à população, o Ministério da Saúde selecionou algumas afirmações que circulam na Internet e desvendou os mitos e verdades por trás delas. Confira a seguir!   

 

Qualquer um pode tomar a vacina.

Mito. A vacinação está contraindicada para crianças menores de seis meses de idade e mulheres que estão amamentando bebês menores de seis meses de idade. É muito importante o cumprimento dessas orientações, pois a vacinação de forma inadvertida poderá desenvolver eventos adversos graves pós-vacinação, apresentando os mesmos sintomas da doença.

 

Se não moro na área de recomendação da vacina ou não vou me dirigir a essas áreas não preciso me vacinar.
Correto. A recomendação para a vacinação é direcionada às pessoas que residem ou vão se deslocar para áreas com recomendação ou recomendação temporária de vacinação. Por exemplo, Minas Gerais é o estado com maior casos relatados da doença, assim, seus estados de divisa estão sob recomendação temporária. A população que não vive em área de recomendação ou não vai se dirigir a essas áreas não precisa buscar a vacinação.

 

Nenhuma grávida deve ser vacinada contra febre amarela.

Mito. A vacinação não está indicada às gestantes. No entanto, na ocorrência de surtos da doença, epidemias ou viagem para área com risco de contrair a doença, a grávida deverá ser avaliada pelo serviço de saúde, considerando o risco-benefício da vacinação.  

 

Mulheres que estão amamentando não devem ser vacinadas contra febre amarela.

Mito. As mulheres que estão amamentando bebês maiores de seis meses de idade poderão ser vacinadas se residirem ou se vão se deslocar para as áreas com recomendação ou recomendação temporária de vacinação. É contraindicada, porém, para mulheres que estão amamentando bebês menores de seis meses de idade. Na impossibilidade de adiar a vacinação, surtos, epidemias ou viagem para área com risco de contrair a doença, é necessário apresentar à mãe opções para evitar o risco de transmissão do vírus vacinal pelo aleitamento materno, tais como: previamente à vacinação praticar a ordenha do leite e manter congelado por 28 dias em freezer ou congelador, para planejamento de uso durante o período da viremia.

 

Alérgicos a ovo podem receber a vacina.

Verdade. As pessoas com história de alergia comprovada ao ovo e seus derivados, bem como gelatina bovina e outras, podem receber a vacina contra a febre amarela após avaliação médica. Nesta situação, a pessoa deve recebê-la em ambiente com condições de atendimento de reações anafiláticas.

 

Pessoas que fazem tratamento com drogas imunossupressoras podem ser vacinadas contra a febre amarela.

Verdade. Neste caso é recomendo que a pessoa interrompa o uso da medicação por até três meses a depender do tipo da medicação para que possa receber a vacina da febre amarela. Você pode ter acesso ao intervalo de descontinuidade de tratamento para a aplicação de vacina no site do Ministério da Saúde.

 

Preciso tomar a vacina a cada 10 anos.

Mito. É importante informar que o Calendário Nacional de Vacinação mudou. Até 2014, a recomendação era que o indivíduo deveria ser vacinado de 10 em 10 anos. No entanto, os estudos demonstraram que duas doses são o suficiente para a proteção do indivíduo, não havendo mais a necessidade de se fazer mais que um reforço ao longo da vida.

 

Mesmo tendo tomado as duas doses, tenho o risco de pegar a doença.

Mito. Se a pessoa está com a Caderneta de Vacinação em dia, conforme as recomendações do Calendário Nacional de Vacinação, ela está protegida contra a doença, não havendo necessidade de doses adicionais da vacina, mesmo na ocorrência de surtos ou epizootias (morte de macacos). Se a pessoa já tem duas doses não precisa mais ser vacinado. As crianças devem receber a dose aos nove meses e o reforço aos quatro anos de idade. Assim, a proteção estará garantida para o resto da vida. Para pessoas a partir de cinco anos de idade que não tomaram as doses da vacina, orienta-se tomar uma dose da vacina agora e outra de reforço dez anos depois da primeira. Importante ressaltar que há riscos quando há vacinação sem necessidade, pois há possibilidade de eventos adversos graves pós-vacinação.

ASSINE NOSSO BOLETIM

Cadastre-se e fique por dentro das novidades da revista

A REVISTA +SAÚDE FAZ PARTE DO GRUPO GRPMAIS
Revista +Saúde © Todos os direitos reservados

+SAÚDE na web:

Mudar minha localização