Pintas no corpo

Fique de olho! Elas podem esconder um problema sério

Se você costuma observar o seu corpo, consegue identificar quando algo está diferente, não é? Mas você presta atenção nos detalhes das suas pintas? Volta e meia surge uma aqui e outra ali e muita gente nem percebe.

As pintas podem surgir na pele de duas formas: a primeira corresponde aos nevos, formados a partir da aglomeração das células névicas de origem genética, que apresentam um tom castanho e, geralmente, aparecem até a adolescência. O segundo tipo de pinta são as melanoses, manchas amarronzadas que ocorrem diante da exposição solar acumulada. “É importante a diferenciação clínica de ambas, pois popularmente tanto os nevos quanto as melanoses são chamadas de ‘pinta’, porém, possuem comportamentos clínicos muito diferentes uma da outra”, afirma o Dr. Alberto Cordeiro, dermatologista especialista em cosmiatria, laser e tricologia, que atua na clínica Horaios Estética, em São Paulo.

Há quem ache as pintas um charme, como a mais famosa de todas: a marca registrada no queixo da atriz Marilyn Monroe. O problema é quando elas são um sinal de algo errado com a saúde da pele. Sim, estamos falando do melanoma, um tipo de câncer de pele que, na maioria das vezes, é agressivo. O principal caminho para rastrear a presença da doença é a observação das pintas no corpo. “Geralmente são casos que se iniciam com pintas ou manchas escuras na pele, novas ou de nascença, que passam a apresentar modificações ao longo do tempo”, explica Dra. Daniela Pezzutti, oncologista do Centro Paulista de Oncologia (CPO) - Grupo Oncoclínicas.De acordo com o dermatologista, para avaliarmos essas manchas pigmentadas na pele devemos seguir a regra do ABCDE para diferenciá-las das pintas saudáveis:

A: Assimetria (quanto mais assimétricas, maior o risco);
B: Bordas (com curvas e pontas, maior o risco);
C: Coloração (quanto mais tonalidades de negro/castanho, maior o risco);
D: Diâmetro (quanto maior, mais perigosa);
E: Evolução (se crescimento for repentino e rápido).

Não necessariamente todos esses aspectos irão aparecer juntos, por isso a importância da avaliação médica feita periodicamente. Alberto ainda destaca que a sobressalência ou o sinal de pelos não significa que a lesão é mais ou menos grave, tanto que não são características avaliadas na regra.

E para não deixar ninguém confuso, é preciso esclarecer que sardas e melanoses não são a mesma coisa que melanoma. As primeiras, na verdade, significam que a pele pode estar recebendo radiação solar acima do indicado e sem proteção. Enquanto o melanoma são lesões cutâneas potencialmente malignas

“Pessoas com histórico pessoal ou familiar de câncer de pele ou pessoas de fototipo baixo (com pele, cabelos ou olhos claros) , são as mais propensas a desenvolver o câncer de pele”, alerta o dermatologista. Mas também é importante lembrar que pessoas com a pele mais escura não estão completamente fora do perigo dos raios ultravioleta, embora aconteça com menos frequência.

“A idade é um fator que também deve ser considerado, pois quanto mais tempo de exposição da pele ao sol, mais envelhecida ela fica. Evitar a exposição excessiva e constante aos raios solares sem a proteção adequada é a melhor medida – e isso vale desde a infância”, esclarece a oncologista. E atenção! Mesmo áreas não expostas diretamente ao sol e menos visíveis, como o couro cabeludo, também podem apresentar manchas suspeitas.

“Pessoas com histórico pessoal ou familiar para câncer de pele ou pessoas de fototipo baixo - com pele, cabelos ou olhos claros, são as mais propensas a desenvolver o câncer de pele”, alerta o dermatologista. Mas também é importante lembrar que pessoas com a pele mais escura não estão completamente fora do perigo dos raios ultravioleta, embora aconteça com menos frequência.

“A idade é um fator que também deve ser considerado, pois quanto mais tempo de exposição da pele ao sol, mais envelhecida ela fica. Evitar a exposição excessiva e constante aos raios solares sem a proteção adequada é a melhor medida – e isso vale desde a infância”, esclarece a oncologista. E mesmo áreas não expostas diretamente ao sol e menos visíveis, como o couro cabeludo, também podem apresentar manchas suspeitas.

Mas não precisa entrar em pânico e correr para tirar todas as suas pintas. O segredo é um só e você já deve estar cansado de escutar: prevenção!

É importante a avaliação frequente de um dermatologista para acompanhamento das lesões cutâneas. "Os sintomas não devem ser ignorados, mesmo que não causem dor ou algum outro tipo de desconforto. O melanoma pode avançar para os gânglios linfáticos e levar ao surgimento de metástases no cérebro, fígado, ossos e pulmões. O diagnóstico precoce é fundamental para o combate ao câncer”, alerta Daniela.

FUJA DO CÂNCER DE PELE!

1) Não dispense o uso do protetor solar di-a-ria-men-te!

2) Exposição ao sol? Só depois das 09h e antes das 17h.

3) Prefira os filtros com Fator de Proteção Solar (FPS) superior a 30 e não esqueça de reaplicá-lo durante o dia.

4) Abuse de chapéus, bonés e óculos de sol.

5) Faça sempre o autoexame de toda a pele e, caso perceba algo suspeito, procure o dermatologista.
 

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